segunda-feira, 29 de março de 2021

 


qual puto, qual puta,
que não gostaria de ser por uns milênio rauzito seixas?
bem que tento, que tentei, não desisto,
mesmo com a barba bem branca sigo arranhando os cadernos
e os arames do violão,
e as teclas do piano que fora de minha mama,
e a flauta que achei no lixo,
e a gaita que um aliado me deu dizendo
que foi lhe foi um presente de erasmo carlos
( e não morro e morro comendo cajá-manga com sal
para não perder meu caraoquês, a ginga dos bambas,
o céu qualhado de pipas e meninos
( ladrões assim como eu de pesadelos e anedotas,
de pintas nas xotas de gurias da rua marangá vilas janelas,
de valões inequecíveis, barro até os cabelos,
de balões crescendo como cruzes
nas atarantadas estrelas do céu das naves arregaçadas

Nenhum comentário:

Postar um comentário

  juro parar de escrever, mas meu juramento não é mais forte que o desejo, que o ensejo, o áto, de cometer o poema, a escrita, a canção na v...