no pós meia-noite
da jacarepaguá profunda ( edu planchêz maçã silattian )
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por entre malandros e falsos malandros,
começo desenrolar o novelo das letras, vogais, consoantes
que cabem e não cabem em nenhum livro,
mas cabem nas tampas das coisas que não coisas
porque isso aqui é um escrita automática
que conversa com vozes largadas por jack kerouac
nas trombas dos elefantes-velozes das tintas das canetas
que existem apenas no imaginário
e minha dose de gin, de gelo,
de gin e gelo, de literatura plural,
casa de olhos e bocas, de guitarras afinadas por insetos
que se acendem na mente blues potente
aos irmãos e irmãos da cadência morna do vivo verão,
da aquarelada nave movida por música,
por poemas bem polidos, ofereço o vinho das luas
que eu e meu amor vemos no pós meia-noite
da jacarepaguá profunda
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