Eu moro nas alturas dos sapos e das salamandras,
GRÁVIDOS, eu e minha mulher PITANGA,
o nosso destino é o andar, o caminhar,
o bater pernas, o ralar dos corpos, os muitos,
ao sol, ao sal, ao sutil corpo da luz,
corpos nossos, sempre, os muitos,
espalhados pelo multiplicar
miragem, milagre, determinação, entrega,
o máximo, o mínimo...
palavras são sopradas aos nossos ouvidos de madrepérola...
palavras escapolem dos vãos que são cavernas
habitadas por queridas lacráia,
irmãs lacráias que nos auxiliam no controle das pragas;
palavras de pés e vagina,
vagina mijona, vagina enluarada
visão extrema de águia, visão radar de morcego,
visão que estrapola o incomum roendo o fumo e o rum,
as ramas e os temperos, as ervas finas, o tomilho...
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